CONTOS

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DOCE OU TRAVESSURA?

Adolescentes frenéticos dançavam sob a luz colorida, impulsionados pelos hormônios que explodiam em cada um, liberando o mais profundo erotismo que somava-se a compulsão instintiva de encontrar um parceiro dentro de uma boate, na pequena cidade turística de Brotas.

Alexandre, desde que chegara, percebeu que uma linda garota de aproximadamente 27 anos se insinuava.  Era uma vítima fácil, para um predador da capital paulista, que havia deixado a noiva na pousada a beira do Rio Jacaré Pepira.

Sabia que a noiva Helena era dependente de medicação “tarja preta” para dormir, e que o psiquiatra há dois dias, havia alterado a prescrição para otimizar o tratamento da depressão e da insônia.

De fato a viagem para Brotas era o álibi perfeito para desestressar e aproveitar mais uma balada, longe da monotonia do noivado, e ao mesmo tempo caía-lhe como uma luva para apoiar no tratamento depressivo da noiva em uma cidade paradisíaca. Helena não acordaria antes das 10 da manhã do dia seguinte, dopada pela medicação. Bastou ela cair no sono, para que vestisse o jeans desbotado, o tênis importado com a camisa polo de marca. O perfume era um chamariz e o cabelo preto com mechas enrijecidas pela cola de cabelo, conferiam-lhe o charme peculiar, que atiçaria a libido das garotas interioranas. O baile de Halloween, era o “point” perfeito.

Deu mais um gole no whisky de 18 anos enquanto que com o sorriso de expert, aproximou-se da garota mais bela, que atraia a atenção de diversos homens.

Eles não são páreos para o grande Alexandre. Essa caipirada não está com nada! Pensou enquanto aproximou-se da presa. Tinha 10 horas antes que Helena acordasse. Era tempo mais do suficiente para uma boa transa no banco de trás da nova BMW.

Minha despedida de solteiro! Exclamou a si mesmo, com o riso maroto.

­Usando da velha técnica, escondeu-se por trás de um casal.  Percebeu que sua presa o procurava, o que confirmava o interesse. Truques da capital…, gabou-se.

Alexandre, você é o cara! Essa tá no papo. O caminho tá liberado. — Disse em voz baixa, observando a uma certa distância, que a jovem havia parado de dançar para procura-lo.

Posicionou-se como um fantasma por trás da bela garota.
Ela era enigmática. Vestia-se de preto, que realçava a pele branca. Os longos cabelos negros e lisos, caiam-lhe até a metade das costas. Ela continuava a procurar por ele, parada no centro da pista de dança.

— Me desculpe, mas preciso saber o seu nome e qual cantada seria irresistível para você. — Disse surpreendendo a bela moça, que virou-se revelando um sorriso hipnotizante enquanto aproximava-se dos lábios de Alexandre.

— Me chamo Thana, e sou imune a cantadas baratas! — Respondeu pegando nas mãos de Alexandre, arrastando-o para dançar.

Foi então que ele percebeu o belo corpo daquela mulher. Dava de mil a zero no corpo de Helena. Afrodite era como um sapo comparada a Thana.

— E eu contamino as mulheres irresistíveis… — Afirmou, enquanto dançava junto da garota e o gelo batia de um lado a outro dentro do copo de whisky, diante de tamanho frenesi.

Ela sorriu, aproximou os lábios carnudos e úmidos da orelha de Alexandre.

— Você anima darmos uma volta para respirarmos um ar fresco?

Alexandre riu. Era a oportunidade para dar o golpe de mestre. Nenhuma mulher resistia ao brilho de um carro importado, que reluzia mais do que diamante para aquelas que eram atraídas pela “fragrância de gasolina”.

— Demorou! — riu, ajeitando a mecha dura de cabelo que caía diante dos olhos.

Ele a arrastou pela multidão. Percebeu que ela estava com as mãos frias. Supôs que ela devia ter segurado algum copo com muito gelo.

Assim que saíram da boate, pode contemplar a imensurável beleza daquela jovem mulher. Na verdade desmancharia o noivado com Helena e ficaria noivo de Thana num piscar de olhos. Era um troféu, capaz de causar inveja em muitos homens.

— Thana, você sugere algum lugar para irmos? Meu carro está parado logo alí! — Disse apontando o dedo para o luxuoso BMW.

— Uau! Aquele é seu carro? — ironizou — Saiba que isso não impressiona — disse sorrindo — Olha para o lado.

Alexandre não entendeu. Quando olhou para o lado viu uma Ferrari, que com certeza compraria na pior das hipóteses, uns vinte BMW iguais ao que possuía. Ao lado da Ferrari havia dois seguranças.

— Não, esse carro não pode ser seu. Você tá tirando onda comigo. — Afirmou olhando para a Ferrari vermelha, estacionada próximo a um grupo de jovens que pareciam estar hipnotizados pelo veículo.

Ela sorriu, enquanto tirava de dentro do sutiã, uma chave vermelha com a gravação de um cavalo prateado.

— Vamos no meu carro. — Afirmou aproximando-se dos seguranças que gentilmente abriram a porta para que entrassem.

Entraram no carro. Thana baixou o vidro do carro.

— Vocês estão dispensados. Nos encontramos amanhã à noite, conforme combinado. — Disse aos seguranças, que sem dizer uma palavra, se dispersaram.

— Cara! Isso não pode estar acontecendo! Que isso meu… Uma Ferrari!

A maravilhosa mulher riu do sotaque paulistano.

— Você não viu nada! — Disse enquanto enfiava o pé no acelerador e o carro cantava o pneu, deixando para trás uma cortina de fumaça, levando ao delírio os jovens que já babavam pelo carro.

Parecia que Alexandre era empurrado contra o banco do carro, tamanha aceleração.

— É melhor você apertar o cinto! — Disse saindo em disparada pela avenida principal. Em poucos minutos estavam na rodovia Engenheiro Nilo Romano, sentido Itirapina.

— Para onde estamos indo? — Perguntou Alexandre.

Thana olhou para o relógio da Ferrari. O display marcava uma hora da manhã.

— Ainda temos cinco horas para aproveitarmos antes da alvorada.

Alexandre sorriu. Um sorriso pálido, puramente formal.

Cacete! Quem tem horário para voltar sou eu… Será que ela deixou o namorado dormindo também? Questionou-se enquanto regozijava-se no carro importado.

Então Thana entrou em uma rodovia que dava acesso a Torrinha, uma pequena cidade localizada a dez quilômetros de Brotas.

Ela deve ser louca, entrar nesta estrada vicinal e esburacada, mas o carro é dela, problema é dela, pensou Alexandre, até que percebeu pararam.

Estavam em um local alto. Thana havia estacionado no acostamento. A paisagem era magnífica. As estrelas cintilavam em uma noite de lua gorda.

Quando Alexandre olhou para o lado, ela havia desaparecido enquanto as luzes do carro se apagaram.

— Thana? Cadê você? — A Chamou aflito, olhando para todos os lados. Um copo de whisky não daria alucinações, pensava.

Viu que a chave não estava na ignição. Saiu do carro.

A estrada era uma penumbra, quebrado pelos raios do luar.

— É impossível uma pessoa desaparecer… Isso só pode ser uma brincadeira de mau gosto! — Resmungou enquanto caminhava aos tropeções nas pedras que os olhos não enxergavam.

Foi então que uma força inexplicável o empurrou do acostamento fazendo-o se espatifar no meio da estrada, como uma peteca.

Todos os ossos do corpo doíam devido ao impacto, em especial o punho direito. Parecia que havia fraturado, tentando amortecer a queda.

Olhou para os lados. A estrada tornara-se um vazio. Esperava que um carro aparece para pedir socorro, enquanto o coração possuído pelo medo, acelerava.

Queria estar deitado ao lado de Helena… A ideia de sair e ir a boate escondido, tornara-se uma idiotice. Talvez a pior decisão que já havia tomado.

Uma dor lancinante invadiu dominou o braço direito. Ao olhar o braço havia sido rasgado e o sangue esvaia-se dos vasos arrebentados, como o mel sendo extraído de uma colmeia.

Não via nada. Era um inimigo invisível.

— Meu Deus! Thana… ela pode estar ferida! — Disse em voz alta olhando assustado olhava de forma aleatória para todas as direções tentando identificar o agressor.

Conseguiu ouvir uma risada. Uma voz diferente ecoava no silencio e refletia-se na escuridão. Uma voz grossa, como a de um monstro ou de uma criatura bizarra que nem as crianças são capazes de imaginar, até que Thana surgiu em sua frente, como se materializasse do nada.

Ela preservava a beleza radiante, o corpo escultural. Apenas duas presas aguçadas como de uma serpente tornaram-se visíveis.

Em um movimento que sequer os olhos de Alexandre foram capazes de captar, em poucos instantes, Thana envergava como um bambu verde, o pescoço de Alexandre, repousando-o sobre a coxa.

— Doce ou travessura? — Perguntou enquanto lambia o sangue que vertia do braço da pobre vítima.

Alexandre sentiu calça esquentar. Não havia conseguido controlar os esfíncteres que encarceravam a urina na bexiga.

— Quem é você? O que você quer? — Perguntou com a voz tremula.

A vampira soltou a cabeça da vítima que se colidiu contra o asfalto.

— Eu sou o seu melhor pesadelo. Porém, vou lhe dar uma chance, só porque urinou nas calças. Hoje alguém terá que morrer. A travessura, seria a morte de sua corneada noiva. O doce seria a sua morte. Qual dos dois irá escolher, doce ou travessura? Só não demore, pois senão eu vou escolher, e minha escolha será o sangue que corre em suas veias, aromatizado com um whisky de 18 anos. Você tem noção do quão apetitoso e raro é encontrar uma presa com esse whisky no sangue? Vamos decida! — gritou com a voz que parecia um trovão.

Alexandre não acreditava, até que em uma velocidade imperceptível viu os ossos do antebraço esquerdo saltarem para fora seguido de um dor lancinante.

Alexandre olhou para o céu enquanto urrava de dor.

— Por favor, socorro! — Gritou segurando a mão quebrada, como o galho de uma árvore, na inútil tentativa de amenizar a dor.

Novamente Thana apareceu como num flash fotográfico.

— Ninguém irá lhe salvar. Eu sou a sua purificação. Você tem cinco segundos para fazer sua escolha… Sua vida ou de sua namorada? Doce ou Travessura?

Estava diante do inexplicável, de uma mulher vampira que lhe impusera uma doentia escolha de vida ou morte.

Lembrou-se da noiva, não tinha medidas, tamanho o arrependimento por ter saído e deixado a noiva para trás… Se tivesse ficado na pousada, tudo poderia ser diferente; com certeza construiria uma família e um futuro ao lado da prometida esposa. Iria protege-la; ao menos seria uma forma de amenizar o grave erro que havia cometido, pensava movido pelo remorso.

— Está bem! — Gritou aos prantos. — Eu faço minha escolha, mas pelo menos antes de morrer quero saber “o que é você” e por que me escolheu.

Thana riu, exibindo as presas pontiagudas que se refletiam ao luar.

— É justo. Todo conhecimento é bem-vindo, mesmo que você tenha minutos de vida…  O que sou? Digamos que eu seja o fruto do pecado de toda a humanidade. Sou a projeção do mal, que vive dentro de cada ser. Minha espécie — e diga-se de passagem que somos numerosos—, trazemos o equilíbrio natural evitando sua superpopulação. Eu sou o predador e raça humana é minha presa, meu vital alimento. Isso é o suficiente que você precisa saber. Vejamos então, qual foi sua escolha… doce ou travessura?

A dor era insuportável. Os ossos do braço saltados para fora, era um sinal de que não havia escapatória. Lembrou-se do último sorriso de Helena, de quando haviam chegado em Brotas.  Sim, o último sorriso da mulher que não soube amar de verdade e que precisava salvá-la, uma forma de compensar o próprio erro.

— Helena tem que sobreviver. Entrego minha vida desde que você me prometa que não irá machucar Helena.

Thana riu enquanto aproximou-se de sua presa.

— Prometo que não irei fazer nada com sua noiva! Fique tranquilo que isto é entre eu e você. Ela está segura. Dou-lhe a minha palavra, para que você possa morrer em paz.

Alexandre consentiu com a cabeça, enquanto as lágrimas corriam pela face e continha o choro em silêncio.

Thana cravou as presas pontiagudas no pescoço de Alexandre enquanto saboreava um sangue aromatizado com um Whisky de 18 anos. O corpo de Alexandre se debatia de um lado ao outro, como se estivesse convulsionando.

Após perceber que ele estava sem vida, em um movimento preciso arrancou-lhe a cabeça do tronco.

Segurou a cabeça pelos cabelos, enquanto olhava para a face de dor e sem vida de Alexandre.

— Nunca vou esquecer seu olhar de desespero e sua cantada barata. — Disse largando a cabeça, que rolou pelo asfalto até parar no acostamento.

Retirou o celular de última geração e bateu algumas fotos e então Thana entrou na Ferrari até desaparecer no final da estrada sob o luar de uma noite repleta de estrelas.

***

Helena havia passado o dia todo procurando pelo noivo.

Havia ido até a polícia local e as informações que recebeu foi de que encontraram apenas o BMW do namorado na frente de uma boate. Algumas testemunhas que a polícia havia ouvido, relataram que o noivo havia saído em um Ferrari com uma linda mulher.

O olhar de piedade dos policiais, atormentavam ainda mais a capacidade de discernimento de Helena.

A dor da traição era mais forte do que o ódio e a vontade de arrebentar o noivo. O próximo passo seria fazer que ele engolisse a aliança.

Passou a tarde toda trancada e chorando dentro da pousada. Já havia ligado para diversas pessoas e ninguém tinha notícia. Sabia que Alexandre poderia traí-la, isso era plausível, mas ele jamais deixaria o carro novo abandonado em frente de uma boate. Queria não acreditar na traição de Alexandre, mas no fundo ainda tinha esperanças de encontrá-lo e “lavar a roupa suja”. Considerava o perdão uma possibilidade remota e dependeria da verdadeira estória e dos fatos que justificassem a saída dele de uma boate com uma linda mulher.

Olhou para o relógio. Já se aproximava de 22 horas. O dia havia passado como num piscar de olhos, até que ouviu batidas na porta. Por sorte não havia tomado os remédios para a depressão para não cair em sono profundo.

Assim que abriu a porta, viu dois policiais, acompanhando uma linda loira.

— Boa noite! Desculpe-me incomodá-la… Meu nome é Thana. Sou a dona dessa pousada e estou acompanhada por esses policiais, que me pediram para falar com você. Podemos entrar?

Helena enxugou os olhos vermelhos e inchados pelas horas consecutivas de choro.

— Sim, claro. Vocês encontraram Alexandre?

Thana pegou as mãos de Helena, que de imediato percebeu que a dona da pousada tinha as mãos frias como o gelo, as mesmas mãos que a levou com delicadeza até a cama.

— Sente-se querida. Precisamos conversar.

Helena começou a chorar, enquanto Thana lhe afagava o rosto.

— Por favor, me digam, vocês encontraram meu noivo?

Todos ficaram cabisbaixos, Thana adiantou-se.

— Sim, a polícia veio até aqui para isso. Eles o encontraram, mas não da forma que você queria que o tivessem encontrado.

A noiva olhou para o lado, levantou os ombros.

— Como assim? Vocês encontraram meu noivo ou não?

Thana respirou fundo com olhar de tristeza.

— Helena, preciso que você seja muito forte. A polícia encontrou seu noivo morto numa estrada a alguns quilômetros daqui, a mesma estrada que vai até Torrinha, uma cidade vizinha de Brotas. Alguém decepou-lhe a cabeça, drenou todo o sangue que havia no corpo e o esquartejou. Tome, essa é carteira que encontraram junto com o corpo, que já foi conduzido para o necrotério e neste envelope, estão as fotos que a perícia tirou do corpo para que você reconheça e entre em contato com os familiares.

Helena pegou a carteira do noivo. Chorava como uma criança.

De fato era a carteira de Alexandre. Um choro puro e inocente, misturava-se a sensação de remorso, raiva e decepção. Com as mãos trêmulas retirou as fotos do envelope.

Não teve forças para segurar a foto nas mãos.

As fotos mostravam diversos ângulos da cabeça decepada de Alexandre caída na beira do Asfalto. O noivo havia sido brutalmente assassinado.

— Sim, é ele! — Respondeu em um grito único de desespero e dor, enquanto caia na cama e assumia a posição fetal pelo grave choque emocional.

Thana levantou-se olhou para os policias e a seguir olhou em direção a porta.

— Helena, vamos deixa-la a sós. Estarei na recepção e posso ajudá-la a contatar alguém de sua família para lhe apoiar nesse momento difícil. — Disse saindo do quarto com os policiais.

A noiva que ficara “viúva” antes de casar, estava em prantos. A vida perdera o sentido sem Alexandre, assassinado brutalmente por algum maníaco.

Talvez ele tivesse saído para lanchar… Sabia que o namorado era comilão. Ou quem sabe, comprar remédio para dor de cabeça pois ele sofria de enxaqueca terrível. Tentava elaborar uma resposta que justificasse a saída no namorado e a amenizar a dor da traição.

Não queria mais viver. Remédios… Sim remédios, pensou olhando para as caixas de medicamentos que estavam ao lado da cama.

Abriu todos as cartelas e colocou os comprimidos sobre a cama. Pegou um copo d’água e bebeu tudo de uma só vez junto com uma grande quantidade de comprimidos, que formaram uma pasta amarga na boca. Pegou o lençol, enrolou-o no pescoço e foi até o banheiro, arrastando junto uma cadeira. Amarrou o lençol no pescoço e a seguir no cano de aço do chuveiro, ainda em cima da cadeira, até que a chutou para longe, ficando dependurada e debatendo-se no chuveiro, enquanto recordava-se de todos os bons momentos que havia tido com a família e o noivo passarem diante dos olhos como em um filme, até que tudo tornou-se em uma escuridão eterna.

Algumas horas depois, a porta do quarto de Helena se abriu. Era Thana, acompanhada de dois seguranças, os mesmos que algumas horas, haviam visitado Helena se passando por policiais. O cabelo de Thana mudou de cor. Do loiro para o preto, era um mimetismo natural que enaltecia a própria vaidade.

Seguiu em direção ao banheiro e viram o corpo de Helena sem vida, pendurado no cano de aço do chuveiro.

Thana riu para os seguranças. Aproximou-se do corpo de Helena.

— Travessura minha querida, travessura! E como prometi a seu namorado não coloquei minhas mãos em você para lhe ferir. — Disse olhando para o corpo frio e face cianótica de Helena. Aproximou-se dos seguranças.

— Podem desaparecer com o corpo e vender a BMW no mercado negro. Não quero que deixem nenhuma suspeita. Preciso descer, pois tenho que recepcionar um casal de Florianópolis que deve chegar ainda nesta madrugada.

Thana caminhou até a porta, rindo.

Eu amo Halloween! Doce ou travessura? Isso é o máximo! Disse si mesma.

A seguir começou a assoviar até que desapareceu no final do corredor.