Olá amigos!

Prefiro iniciar este post com a frase “Velho. Não obsoleto.”, dita pelo modelo T-800, interpretado pelo ator Arnold Schwarzenegger no filme “Terminator Genisys”.

Nesta minha jornada literária, carrego algumas pedras no sapato, onde primeira delas surgiu no filme Crepúsculo (Twilight), na qual, pela primeira vez, um vampiro se expôs ao sol — e brilhava como diamante!

Nada contra a autora Stephenie Meyer, cuja obra teve a intenção de elaborar um romance de um vampiro com uma humana, na qual o vampiro quebrava o paradigma dos vampiros clássicos, ou seja, o temor a luz do sol.

Penso que os paradigmas literários devam ser quebrados, mas de forma a preservar de forma plausível a identidade genética e fenotípica do personagem, como foi feita no filme Blade, escrita por David S. Goyer, adaptada pelas histórias em quadrinho da Marvel Comics onde relata a vida de Eric Brooks, filho de Vanessa Brooks, grávida, que cai aos cuidados do Dyacóno Frost que na verdade era um vampiro e alimentava-se do sangue da mãe de Blade, fazendo com que seu DNA vampiresco fosse transmitido para Eric Brooks, transformando-o em um vampiro que era capaz de andar de dia, que também tinha seu ponto fraco, na qual algumas vezes sucumbia-se a vulnerabilidade dos vampiros em se alimentar de sangue. Para vingar a morte de sua mãe Blade – Daywalkwer, passa a perseguir e executar os vampiros.

A história de Blade é uma história aceitável, onde o público tem uma fonte muito bem elaborada sobre de onde vem a capacidade de Blade em andar durante o dia, preservando o contexto evolutivo e adaptativo do personagem.

Já em Crepúsculo todo esse paradigma é quebrado, sem sequer fornecer ao leitor a origem da capacidade do protagonista em “brilhar a luz do sol”. A “meu” ver, considero essa quebra de paradigma um erro. Os leitores merecem saber de onde vem essa capacidade de brilhar a luz do sol, mesmo que fosse explicado da forma mais absurda possível como se seres de um planeta cujo principal composto organico fosse o silício, tivessem sido vitima de um vampiro e que em um laboratório do submundo, tentou-se fazer adaptação genética dos vampiros, só que não deu certo, e por isso eles brilhavam a luz do sol, mas já eram imunes a ele.

Apesar da minha ideia absurda e outras milhares de ideias que podem surgir serem absurdas, qualquer uma, desde que bem construída seria plausível no mundo da ficção e não deixaria o leitor preso em uma farpa de estigma com a obra.

Não tenho nada contra o ator Robert Pattinson interpretar o homem morcego nas telas, só que infelizmente ele carrega o carma de Edward Cullen, ou o do vampiro frágil que brilha como diamante quando exposto a luz do sol. Talvez Pattinson possa vir a interpretar o melhor Batman de todos os tempos, só que ainda atado ao estigma do personagem de Stephenie Meyer.

Considero essencial que qualquer autor ou roteirista saiba elaborar de forma crível a quebra de qualquer paradigma, para com que a história mantenha-se memorável.


Por essa razão penso que todo escritor deva ter cuidado para que sua história possa envelhecer, mas não tornar-se obsoleta.

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